Tudo sobre carboidratos para quem tem diabetes

Desde que a quantidade seja controlada e a fonte de nutriente bem escolhida, os nutrientes estão liberados na alimentação da pessoa que contraiu diabetes.

O carboidrato é a principal fonte de energia para o corpo. Está presente principalmente em alimentos como cereais ( arroz, trigo, centeio ) e raízes e tubérculos ( batata, mandioca, mandioquinha ), mas legumes, frutas e laticínios também contêm uma pequena quantidade do nutriente.

Apesar de ser importante para o corpo poder realizar atividades desde aquelas que usam o cérebro, como estudar, até a prática de exercícios físicos, é fundamental ter cuidado com a quantidade e com a fonte de carboidratos consumida.

Carboidrato - Pra quem tem Diabetes

De forma simplificada, podemos dizer os carboidratos são subdivididos em simples e complexos. Os simples estão nos açucares, doces em geral e massas brancas, e devem ser restringidos. Já os complexos encontramos em cereais integrais e outras fontes como batata-doce.

Todos os carboidratos se transformam em glicose após ingeridos. A diferença é que os do tipo sinples passam por essa transformação de forma muito rápida, o que faz a glicemia no sangue subir de uma vez só, exigindo mais da insulina. Já os carboidratos complexos são digeridos de forma mais lenta, liberando energia forma gradual. São, portanto, os mais indicados para o consumo.

A calculadora do carboidrato para diabetes

Ainda assim, os diabéticos devem controlar o consumo de qualquer tipo de carboidrato. Principalmente para quem faz o uso de insulina, contar os carboidratos consumidos é de grande ajuda no controle da glicemia. Para facilitar esse controle, a Sociedade Brasileira de Diabetes elaborou o manual de contagem de carboidratos – por meio dele, é possível saber quanto do nutriente cada alimento tem, além de fazer substituições.

Por exemplo: de vez em quando, dá pra trocar a batata do almoço por um brigadeiro na sobremesa, mas só raramente! Esse método possui vantagens como uma maior flexibilidade no estilo de vida e na escolha dos alimentos. Frutas ( incluindo sucos), pães, biscoitos, massas, leites e iogurtes, açúcar e similares devem ter o teor do nutriente contabilizado no planejamento.

A contagem de carboidratos pode ser realizada por qualquer pessoa com diabetes, mas as substituições devem ser feitas com orientação médica. O manual pode ser encontrado aqui e possui tabelas de exemplos de substituições. A contagem mais comum classifica as porções de cada alimento em unidades de 15 g de carboidratos. Portanto, de acordo com uma das tabelas, 2 colheres ( sopa ) de arroz cozido, que contêm 15 g da substância, podem ser trocados por 1 unidade pequena de batata cozida, que tem a mesma quantidade do nutriente.

Essas tabelas colaboram com o usuário de insulina, que saberá o quanto do hormônio será necessários após determinada refeição.

Índice Glicêmico

O termo é usado para classificar os alimentos de acordo com a velocidade para virar glicose. Quanto mais rápida sua digestão, maior será a liberação de insulina pelo pâncreas, pois o corpo tenta equilibrar os níveis de açúcar. Alimentos que afetam pouco a resposta de insulina são considerados de baixo valor glicêmico. Quanto mais alimentos de alto índice glicêmico ( IG ) são consumidos, mais o organismo adquire resistência à insulina, por isso, o indicado é dar prioridade aos de baixo IG. Laticínios, maçâ, pera, ameixa, brócolis, berinjela, pepino, batata-doce, verduras em geral, oleaginosas e verduras em geral são exemplos de alimentos com baixo IG.

Cereais integrais, laranja, leguminosas, pêssego, uva e abacaxi têm IG moderado. Já a batata-inglesa massas com farinha de trigo refinada, tapioca e doces em geral possuem alto IG.

Boas escolha de carboidratos para quem tem diabetes

Os alimentos refinados, como farinha de trigo branca e arroz polido, passaram por um processo industrial que retira a película que recobre o grão, parte rica em fibras e outros nutrientes. Tornam-se, portanto produtos com baixo valor nutricional, acrescentando apenas calorias na alimentação.

Trocá-los pela versão integral é garantia de mais nutrientes para o organismo, mas tome cuidado com os produtos industrializados integrais, como pães e biscoitos. Alguns contêm apenas uma pequena quantidade de alimento integral, outros são ricos em açúcar e sódio, anulando o benefício de fibras e vitaminas.

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